ROBERTO CARLOS
entrevista coletiva
no Projeto Emoções em Alto Mar 2015
(navio MSC Preziosa)
05.02.2015




Na décima primeira edição do Projeto Emoções em Alto Mar, Roberto Carlos recebeu a imprensa no dia 5 de fevereiro, a bordo do navio “MSC Preziosa”, ancorado em Búzios, para sua coletiva anual. Com a presença de cerca de 400 fãs, que foram sorteados, Roberto não deixou nenhuma pergunta sem resposta. O Grupo Um Milhão de Amigos foi convidado e você poderá conferir a íntegra da coletiva.

RC - Que bom estar aqui com vocês. Obrigado por terem vindo, obrigado por essa atenção e por todas essas coisas bonitas que eu tenho recebido de vocês. Obrigado.

*Ao longo da sua carreira, mais de 100 milhões de pessoas compraram seus discos e assistiram aos seus shows. Você já homenageou várias minorias, as baixinhas, gordinhas, mulheres de 40 e de óculos, seus pais, seus amigos e muitas outras homenagens. O Brasil tem de 10% a 15% de sua população formada por gays – homens e mulheres – que são seus fãs. Você já pensou em fazer uma homenagem a esses fãs?
RC – Todas as homenagens que eu faço são de momentos que vem com a inspiração. Essas homenagens partiram da vontade de fazer àquelas músicas naquela determinada época. Eu não tenho preconceito algum contra os gays, muito pelo contrário, sou a favor da felicidade deles, inclusive do casamento. É possível que no futuro eu faça uma canção sobre o tema, no momento não sei como abordá-lo, mas é possível que eu faça. Não é uma coisa fora de possibilidade. Um dia, quem sabe, eu faça uma música falando desse assunto. Não é fácil, mas vou tentar.

*Roberto, você assinou um contrato com a Smiles, o primeiro artista do mundo a ter esse tipo de contrato. Você pode revelar o valor do contrato, e se você vai receber em milhas?
RC – Você quer saber se vão me pagar em milhas? Não vão me pagar em reais. É uma parceria maravilhosa, uma honra fazer parte desse projeto, que só dá prestígio em trabalhar com uma empresa tão conceituada.

* O que você gosta de fazer quando está no navio?
RC – Tudo. Eu gosto de fazer meus shows, de entregar o prêmio do karaokê, de ir ao cassino, de estar com vocês na coletiva, principalmente quando as perguntas são suaves como as de hoje.

* O seu nome está sempre ligado a várias artistas e personalidades, alguns casos até de romance. Essa ligação te incomoda?
RC – Se a ligação me incomoda? De jeito nenhum! Às vezes até me envaidece ao ver meu nome relacionado com outra pessoa, embora sejam publicadas coisas que não são verdadeiras.

* Roberto, você está namorando?
RC – Não, não estou namorando.

* De uns temos para cá estão surgindo uma série de musicais abordando a vida e obra de artistas: Cazuza, Elis Regina, Simonal, Tim Maia, Chacrinha. Você já foi procurado para um musical sobre a sua vida?
RC – Já fui procurado, mas acho que ainda não é o momento de fazer um musical contando parte da minha história, da minha vida. Já fizeram, sim, musicais usando as minhas músicas no roteiro.

* Depois de Jerusalém e Las Vegas, existe outro projeto grandioso como estes?
Dody Sirena – Estamos estudando, juntamente com a Rede Globo, um projeto para 2016. Ainda não sabemos o local certo, uma das possibilidades é Itália.

* Como você lida com os pedidos de paternidade que tem recebido?
RC – Eu lido normalmente, quando me pedem eu já estico o braço para tirar sangue, e ver no que vai dar. Já foram vários pedidos, mas até hoje só um deu positivo, o do Rafael, que eu logo reconheci como filho. O engraçado é que já recebi pedidos de paternidade de mulheres que nunca conheci na minha vida.

* Existe a possibilidade de ser lançado este ano o projeto “Roberto Carlos Rock Symphony”, que deveria ter sido lançado nas comemorações de seus 50 anos de carreira?
RC – Não, isso ainda está em estudo. É um projeto que quero fazer muito, sou bastante entusiasmado por ele, mas não será este ano. Estou com muitas coisas para fazer, mas vai ficar para daqui a alguns anos. Mexer com o rock-and-roll me entusiasma muito.

Dody Sirena – Quando o Roberto completou 50 anos de carreira seriam lançados três projetos. Dois foram lançados, “Elas cantam Roberto Carlos” e “Emoções Sertanejas”, e o terceiro, o “Roberto Carlos Rock Symphony” vai ficar para depois. Dentro de algumas semanas, talvez um mês, vamos anunciar um grande projeto para este ano, que tem um pouco dessa relação com o rock. A Sony Internacional está em parceria conosco, mas a pedido da gravadora ainda não podemos antecipar. Certamente será uma notícia muito importante para todos, e um grande projeto para o Roberto Carlos. (NR: Dias depois da coletiva, esse projeto foi anunciado pelo próprio Dody Sirena, ainda no navio MSC Preziosa. Nos dias 10 e 11 de maio, Roberto Carlos ocupará os estúdios Abbey Road, em Londres, famoso, pois foi onde os Beatles gravaram seus discos nas décadas de 60 e 70, para gravar um CD e DVD de duetos internacionais).

* Com quantos anos você conheceu o Tim Maia?
RC – Com 15 anos.

* Roberto, nos últimos dias você teve seu nome envolvido na polêmica sobre o filme do Tim Maia, do Mauro Lima. A polêmica aumentou, ainda mais, depois que a Globo exibiu um compacto do filme cortando certas partes que te envolvem. Qual a sua versão sobre o caso?
RC – Nunca tive nenhum problema pessoal com o Tim, nunca brigamos. Apesar de uma relação bastante cordial na juventude, nós tínhamos turmas diferentes. Sobre o filme, eu não vi, mas sei da história toda porque minha assessoria me contou a versão. Em primeiro lugar, quero deixar claro que quando criamos os conjuntos Sputniks e os Snakes, eu, Erasmo e o Tim tínhamos o objetivo de carreira solo. Nunca existiu a ilusão da nossa parte de que o conjunto seria eterno, sempre colocamos como ponto fundamental a carreira solo. Eu gostava muito do conjunto, ele me deu oportunidade de aparecer em alguns programas e fazer shows, mas a carreira solo era minha meta. Então, quando eu saí não houve nenhuma reação contrária dos colegas. Aquela passagem que aparece do Tim jogando pedaço de pão em mim, quando estava falando com o Imperial, nunca existiu. Eu nunca vi essa cena na minha vida. Isso é mentira! Se essa cena aparece no filme, vocês não têm que perguntar a mim, mas ao diretor. E depois, quando o Tim voltou dos Estados Unidos e me procurou em São Paulo, eu fiz questão de escalá-lo no Jovem Guarda, ele cantou duas ou três vezes e foi o maior sucesso. E eu vou falar uma coisa que não gosto de ficar falando, mas como estou sendo criticado, acho importante esclarecer alguns pontos. Depois da apresentação do Tim Maia no Jovem Guarda, eu pedi na CBS para que ele gravasse um disco. A CBS atendeu o meu pedido, e o Tim Maia fez um disco muito bonito, mas que não fez o sucesso que ele esperava. Depois ele foi para a Polydor e seguiu a carreira dele. Enfim, sempre houve uma reação bastante cordial nossa, embora distante. Outra polêmica, sobre dinheiro que um suposto assessor jogou para ele. Eu só soube dessa história agora, nunca ouvi isso, até fiz questão de perguntar aos meus amigos daquela época, e nenhum deles viu essa cena, e além do mais eu nunca tive um secretário com o nome citado no filme, que nem me lembro agora qual é. Eu jamais iria permitir isso, não sei de onde essa cena apareceu. Agora, como vocês sabem eu estou gravando minha biografia, e talvez eu fale desse assunto da forma como aconteceu, ou das coisas que não aconteceram. Isso é uma coisa muito delicada, porque houve uma falta de ética de quem colocou essas cenas no filme, sem fazer uma investigação mais profunda do assunto. Só para lembrar, anos depois (1986) eu convidei o Tim Maia para cantar no meu Especial da Globo.

* Você recebe muitas críticas por não se manifestar politicamente. Como você vê hoje o processo político do país?
RC – Eu estou muito preocupado com a situação atual do país, mas acredito sempre no Brasil. Acredito que iremos resolver essas questões, principalmente os problemas de corrupção que estamos vivendo agora. É um momento delicado, e temos que buscar as verdades. Eu espero que tudo que esteja acontecendo que seja para o bem do país, e acho que será. E gostaria de, aqui em público, parabenizar o empenho da imprensa na investigação dessas questões de corrupção. A imprensa está tendo um papel muito importante que não podemos deixar de aplaudir.

* Você já ultrapassou fronteiras, e cada ano você tem que tentar se reinventar para levar tantas emoções a seu público. Como você encara essa cobrança que é feita quase 24 horas por dia pelo seus fãs?
RC – Sobre isso de reinventar, não é bem por aí. Eu já me reinventei faz tempo, agora eu vou adicionando coisas, coisas que aprendo, que vou descobrindo, buscando sempre fazer o que sinto, o que eu gosto. Procuro sempre fazer tudo perfeito do meu ponto de vista. Reconheço que sou um perfeccionista no que faço, e por isso muitas pessoas me chamam de chato, de pentelho, essas coisas. Sobre essa busca da perfeição é verdade. Sempre uso a frase do Sting, nunca considero um disco finalizado, eu entrego o disco porque existem prazos estipulados pela gravadora, pela minha produção. Ouvindo depois acho que sempre poderia fazer melhor, mesmo assim estou contente com o resultado do meu trabalho. Vale a pena ser insistente, persistente. Deixa eu ser assim mesmo.

* Quando que você vai se apresentar em Portugal?
Dody Sirena – Deve ser anunciado em breve uma pequena turnê que o Roberto irá fazer em Portugal, de 14 a 24 de maio.

* De todos os discos que você gravou qual o que você gosta mais?
RC – Depende muito da época, do momento. Tem um disco que gosto muito que é “O Inimitável”, apesar de ter ficado bastante chateado com esse título. Eu não concordei, mas como na época eu não tinha condições de discutir determinadas coisas com a gravadora de igual para igual, então ele foi lançado com esse título, apesar da minha revelia. Mas eu gosto muito dele, dentro das condições técnicas que tínhamos naquela época. Outro disco que gosto muito é o que tem “Detalhes”. Foi o meu primeiro disco gravado nos Estados Unidos, e gosto muito de suas músicas, da condição técnica e de seu formado. Mas o disco que eu gosto mesmo ainda não fiz, certamente irei fazer daqui a pouco. Breve.

* Roberto, a Jovem Guarda completa este ano 50 anos. Para o Erasmo, a Jovem Guarda foi um tsunami. E para você, o que ela representou?
RC – Entre as coisas mais importantes da minha vida está a Jovem Guarda. É difícil dizer se foi a primeira, ou a segunda coisa, pois antes do programa e do movimento teve o disco que lancei que foi o embrião de tudo. Foi um movimento jovem, uma época muito bonita, porque mostrou muitas coisas que eu queria mostrar, e a Jovem Guarde me deu essa oportunidade. Eu tenho muito orgulho dela, porque mostrou uma juventude sadia, saudável e me orgulho muito disso.

* Quais são as lembranças que você tem do bar Divino?
RC – Quero esclarecer uma coisa sobre o Divino, pois falam muito que eu frequentava o bar, mas a história não é bem assim. Eu acho que só uma vez que entrei no Divino, porque ele era muito caro. Eu não tinha dinheiro para frequentá-lo. Eu, Erasmo, Trindade e Arlênio marcávamos um encontro em frente a ele, mas na hora de comer íamos ao “pé sujo”, que ficava em frente porque era bem mais barato. Mesmo sendo “pé sujo”, o sanduíche era muito bom. Mas o Divino era uma curtição porque era frequentado por um pessoal muito bacana, por meninas muito bonitas, mas a gente não tinha grana para entrar. Outra coisa, a ideia de formarmos um conjunto vocal não surgiu no Divino, mas na Rua do Matoso, onde nos encontrávamos.

* Como está o processo de sua autobiografia. Tem algum ritual nesse processo, você remexe em fotos para se lembrar do passado?
RC – Por enquanto estou remexendo só na cabeça, porque eu estou gravando tudo que me lembro. Já cheguei à Jovem Guarda. Até o momento não tem ninguém me ajudando, mas vou convidar alguém com conhecimento em biografia para me ajudar a colocar no papel o que estou gravando. Eu pretendendo lançar esse livro o mais breve possível, mas vai ser difícil colocar tudo num volume só, talvez sejam dois livros. Eu estou dizendo tudo sobre a minha vida, porque ninguém pode escrever a minha história melhor do que eu, e como sou detalhista, estou contando as coisas de forma bem detalhada.

* Das lembranças do seu passado, tem alguma coisa que te emocionou ao relembrar?
RC – Quando você mexe na sua memória, é claro que têm coisas que te entristecem e outras que te alegram, mas o importante é colocar o que aconteceu, como foi o que eu sentia de tudo aquilo. Certamente uma das coisas que posso citar que me emociona muito é a Jovem Guarda, os primeiros contatos com o Paulinho de Carvalho, como ele foi criado, como foi o primeiro programa. Foi tudo o que pensávamos, porque queríamos fazer um programa um diferente dos programas de juventude da época, e conseguimos o nosso objetivo. Agora sobre outras coisas você vai ter que esperar para ler o livro.

* Você pretende lançar essas gravações da biografia em áudio?
RC – Isso pode acontecer depois da biografia pronta e do lançamento do livro.

* Você recebeu algum convite ou homenagem para participar do Rock In Rio este ano?
RC – Já se falou muito sobre uma possível participação minha no Rock In Rio, mas eu e o Dody estamos estudando essa questão com muito cuidado. Uma coisa posso garantir, isso não acontecerá este ano, mas pode ser que aconteça nos próximos anos.

* Tem previsão shows no interior de Minas Gerais este ano?
Dody Sirena – Em breve anunciaremos alguns shows no interior de Minas em março, além de Belo Horizonte, no Mineirinho dia 28, já anunciado.

* Qual conselho que você dá aos seus fãs para saber viver?
RC – A própria canção já diz, é preciso saber viver. A frase diz tudo, temos que procurar as melhores coisas, superar as coisas que não são boas, se empenhar no que é bom. Acho que temos que viver intensamente os bons momentos da vida, e superar os momentos difíceis. Procurar ter boa saúde, pensamento positivo, fazer o bem, isso é muito bom e traz energias positivas.

* Qual o seu segredo para conquistar uma mulher?
RC – Isso é muito relativo. A gente tem que ser como a gente é. Cada mulher tem seu jeito, seu gosto, e temos que analisar isso com muito cuidado e procurar fazer uma média para conquistá-la. Mas não existe uma regra, pois a conquista é muito relativa, muito de cada pessoa. Cada mulher tem seu jeito e sua característica.

* Você fica assustado com as mulheres que hoje correm atrás de seus desejos e suas conquistas?
RC- Não!

* Como está sua fé hoje em dia. Temos aqui no auditório o padre Antônio Maria. Como é sua rotina antes do show, pois em cada apresentação você passa uma grande fé para as pessoas. Como é essa questão em sua vida?
RC – O padre Antônio Maria é um grande amigo que tenho. Sempre fui muito católico desde a minha infância, mas nunca tinha me confessado. A primeira confissão que eu fiz, já adulto, foi com ele. Sobre a fé é algo que vem desde menino. Ia sempre com minha mãe à igreja, ela sempre foi uma mulher de muita fé, de muitas orações, e isso eu aprendi com ela. Mas hoje em dia, a minha fé é muito realista, não sou tão praticante como antes. Ela hoje é muito equilibrada, eu sei o que pode, o que não pode. Mas continuo acreditando em Deus e em Jesus acima de tudo.

* O que você está ouvindo de música no momento?
RC – Eu escuto tudo, a primeira coisa que faço quando entro no carro é ligar o rádio. Eu aprendo muito com quem já faz sucesso há muito tempo, e também com quem está começando. É importante observar o que os jovens fazem e aprender com eles.

* Quais são as suas referências musicais?
RC – Para citar alguns Tom Jobim, Frank Sinatra. Gosto muito do Seu Jorge, Alcione que acho maravilhosa. Eu aprendo muito ouvindo a Alcione, sua colocação de voz, certas nuances, mas nunca vou fazer o que ela faz com a voz porque é difícil pra caramba.

* Recentemente a Globo exibiu “Felizes para Sempre”, em que a Paola Oliveira aparecia nua. Você viu o seriado?
RC- Eu acompanhei, embora não consegui ver todos os capítulos. O que dizer da Paola? Ela é fantástica, uma mulher linda, a cena em que ela apareceu abrindo a cortina impressionou muito. A minissérie foi muito arrojada. Algumas cenas me impressionaram, mas eu não desliguei a televisão.

* Como você encara os seus sócias, as suas imitações?
RC – Eu considero como algo carinhoso. O sósia está sempre querendo homenagear seu ídolo, e se tenho vários sósias, pessoas que gostam de se parecer comigo, de ser eu de vez em quando, é porque é meu fã e gosta de mim. Por isso que tenho o maior respeito por esses caras, e dou o maior apoio. Acho isso muito bom, me alegra, uma manifestação de carinho e de amor. Uma homenagem muito bonita.

* Como é sua relação com a Wanderléa e o Erasmo hoje em dia?
RC – A gente se fala pouco, gostaria e deveria falar mais com eles, mas existe um amor muito grande entre nós três. Todas as vezes que nos falamos, existe uma relação de muito amor, de muito carinho, de muita fraternidade. Não falo tanto com o Erasmo como gostaria, mas temos uma amizade tão grande a ponto de termos a liberdade de no dia de nossos aniversários, um ligar para o outro cobrando os parabéns. Uma relação muito bonita e de muito respeito até pelos defeitos do outro. Mas não existem muitos defeitos não.

* E as parcerias vão continuar?
RC – Com certeza, nesse próximo disco que pretende lançar um dia, Já falei com o Erasmo que iremos nos encontrar para compor ou completar algumas músicas que já começamos.

* Você tem medo de se apaixonar novamente?
RC – Medo? Eu não! Agora, as coisas têm que acontecer normalmente, e quando for a hora eu contarei tudo.

* A sua relação com o Paulo César Araújo não é das melhores. É verdade que você vetou a presença dele nessa coletiva, representando a Folha de São Paulo?
RC – Esse veto não partiu de mim, mas foi um cuidado todo especial que minha assessoria teve, e que apoio. Eles não queriam causar nenhum tipo de constrangimento nesse ambiente familiar. Todo mundo sabe que não existe um clima amistoso entre a gente, ele é considerado “persona non grata” em determinados locais onde estou, principalmente aqui. Sempre digo que nesses quatro dias, esse navio é minha casa, e só recebo aqui as pessoas que não me causam problema. Respeito muito o jornal que ele trabalha, mas a decisão tomada foi a melhor.

* Você está solteiro, tem algum tipo de mulher preferido?
(Roberto pensativo)
* Por que tanto cuidado para responder?
RC – Porque tenho que pensar um pouco sobre o assunto, não é uma pergunta fácil para responder. A mulher ideal é a mulher que a gente ama, que causa alguma coisa em nossos corações. É lógico que a primeira impressão é que fica: os olhos, o rosto, o resto. Mas não existe um tipo desenhado. Quando for na hora de dizer algo eu digo.

* O que você acha de determinados artistas que surgem, aparecem na mídia e depois somem. Você acha que está faltando composições de qualidade?
RC – É muito delicado falar isso, porque têm muitos artistas bons, que aparecem e não conseguem seguir a carreira. Eu fico muito triste com isso, pois sei o entusiasmo que o cantor tem quando consegue o primeiro sucesso, e depois a tristeza de ver que a carreira não foi para frente. É difícil explicar porque a carreira não decola. Às vezes é um repertório mal escolhido, problemas na direção e produção do CD. Muitos fatores podem contribuir.

* O Projeto Emoções em Alto Mar está completando onze anos, e todos esses anos vemos essas mulheres enlouquecidas por você. Você já viveu alguma grande emoção em alto mar com suas fãs?
RC – Não, nunca vivi, ainda.

* Existe a possibilidade de viver essa emoção?
RC – Mas é claro, cara! É possível, e com certeza uma grande ideia.

* Qual foi a maior saia justa que você já passou como homem em relação à mulher?
RC – Eu não me lembro. Sinceramente não me recordo de uma situação confusa nesse ponto com as mulheres.

* Você já teve mais de uma mulher ao mesmo tempo?
RC – Não, sou comportado, uma de cada vez. (Roberto ri encabulado)

* Se lembrou?
RC – Deixa para lá, não vale a pena.

* Quais os cuidados que você tem com sua saúde, principalmente com sua voz?
RC – Eu tenho muito cuidado com tudo. Em relação à saúde, faço musculação, exercício, faço uso da medicina ultramolecular. Tenho vários médicos que cuidam de mim. Procuro me alimentar direito. Agora em relação à minha voz, eu procuro não falar alto em ambientes com muito barulho, porque isso não é bom.

* É verdade que você pensa em tirar do roteiro dos seus shows “Lady Laura”, pois fica muito emocionado ao cantá-la hoje em dia?
RC – Não, apesar de me emocionar muito quando canto hoje eu não penso em tirar do repertório. Todas as vezes que canto “Lady Laura” eu tenho que me segurar para não chorar, porque não sei cantar chorando. Isso é curioso.

* Tem outras músicas que te emocionam?
RC – “Detalhes” e “Nossa Senhora”.

RC – Muito obrigado, um beijo para todos, desfrutem desse momento, desse cruzeiro maravilhoso e obrigado por tudo. Um beijo para todos vocês. Fiquem com Deus.

(Transcrição: Carlos Eduardo Feijó Bittencourt)

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